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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mortos chegam a 99 em Santa Catarina; Lula libera verba,Brasil,brasuleiros,politica,social

Mortos chegam a 99 em Santa Catarina; Lula libera verba,Brasil,brasuleiros,politica,social


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou nesta quarta-feira as regiões de Santa Catarina mais atingidas pelas chuvas, que deixaram 99 mortos até o momento, e destinou cerca de 2 bilhões de reais para ajudar as vítimas e a reconstrução do Estado e outras regiões do país.

Lula realizou um sobrevôo de helicóptero, que durou cerca de 30 minutos, sobre algumas áreas atingidas. Nove municípios já declararam estado de calamidade pública e sete cidades estão inacessíveis desde o fim de semana, com diversas estradas bloqueadas e casas inundadas.
A enxurrada já deixou ao menos 99 mortos, a maioria por soterramento, e 19 desaparecidos em Santa Catarina, segundo a Defesa Civil do Estado. Além disso, outros 78 mil desabrigados ou desalojados. Cidades estão submersas ou com as ruas tomadas pela lama, enquanto estabelecimentos comerciais foram saqueados pela população em meio à falta de água, luz e comida. O total de pessoas afetadas pelas chuvas no Estado passa de 1,5 milhão.
Santa Catarina receberá 370 milhões de reais para enfrentar a situação de calamidade pública, por meio de medida provisória assinada pelo presidente. Mais 1,6 bilhão será dividido entre o Estado e outras regiões que eventualmente passem por problemas semelhantes, de acordo com comunicado da Presidência. Desse total, cerca de 680 milhões de reais serão aplicados em Santa Catarina na recuperação de portos, rodovias, na Defesa Civil e na saúde, informou o Palácio do Planalto.
A Câmara dos Deputados criou nesta quarta-feira uma Comissão Externa, formada por todos os deputados catarinenses, para acompanhar a situação no Estado e garantir que o dinheiro da Medida Provisória do governo federal chegue logo ao destino.
"Está um caos, não tem comunicação, não tem luz em muitos bairros. A cidade esta criando crateras na rua. Você pisa no asfalto e ele vai abaixo", disse à Reuters, por telefone, o caminhoneiro Loreci Chames, cuja casa foi invadida pela água na cidade de Itajaí e a família está hospedada na casa de parentes.
"Perdi o carro, a moto e mais de 20 mil reais em móveis. Acabou tudo. Há três dias eu passo na porta da minha casa de jet-ski e continua tudo tomado pela água", acrescentou.
Autoridades locais, mobilizadas para fazer o resgate dos afetados, tiveram que destacar reforços de segurança às cidades atingidas pelas fortes chuvas devido aos saques. Em Blumenau, onde 20 pessoas morreram devido à tragédia, cinco pessoas foram presas por saques, de acordo com a Polícia Civil.
Mais de 200 policiais da capital Florianópolis, menos castigada pelas chuvas, foram enviados a cidades onde houve registros de saques na terça-feira. Além disso, cerca de 50 agentes da Força Nacional de Segurança foram destacados para ajudar no combate à criminalidade em Santa Catarina.
SEM COMIDA, SEM ÁGUA
A polícia informou ainda que efetivos de outras regiões estavam sendo deslocadas para cidades com registros de furtos.
Vinte e três helicópteros e seis aviões estão sendo utilizados para resgatar as vítimas nas regiões mais críticas e isoladas do Estado. De acordo com a Defesa Civil, quase 100 mil pessoas estão ilhadas.
"Muitas pessoas não comem nem bebem há 4 ou 5 dias. Eles estão famintos", disse o major Sérgio Murillo de Mello, comandante do Corpo de Bombeiros em Itajaí, um dos municípios mais castigados.
Um hospital de campanha das Forças Armadas será montado no Estado com parte da verba liberada pela MP, e outros 100 milhões de reais serão utilizados para reconstrução de postos de atendimento e substituição de equipamentos hospitalares, segundo comunicado da Presidência da República.
O abastecimento de gás em municípios da região e no Rio Grande do Sul também foi afetado pela enxurrada que causou o rompimento de um duto. A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia- Brasil (TBG) informou que o reparo no trecho do gasoduto levaria 21 dias.
Segundo a Defesa Civil, dados do serviço meteorológico indicam recordes históricos de chuvas no mês de novembro nas cidades de Blumenau, Indaial, Joinville, Itajaí e Florianópolis.

domingo, 23 de novembro de 2008

Lula manifesta a Correa desagrado com ação do Equador,Politica, Presidente, Mundo, Brasil

Lula manifesta a Correa desagrado com ação do Equador
Presidente equatoriano telefonou ao colega brasileiro neste sábado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou neste sábado, por telefone, com seu colega equatoriano, Rafael Correa, e expressou seu desagrado sobre a forma como o Equador conduziu a crise envolvendo um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo informações do Palácio do Planalto, o telefonema, na manhã deste sábado, foi breve e partiu de Correa.

De acordo com o Planalto, Correa disse lamentar o episódio e afirmou que não teve a intenção de gerar desconforto nas relações bilaterais com sua decisão de entrar com uma ação na Câmara de Comércio Internacional (CCI), em Paris, para suspender o pagamento da dívida de US$ 243 milhões contraída com o BNDES.

Segundo o Planato, apesar da iniciativa de telefonar a Lula, o presidente equatoriano não deu sinal de recuo em sua decisão.

Mal-estar

A decisão do Equador de suspender o pagamento da dívida foi anunciada na quinta-feira e provocou um mal-estar diplomático entre os dois países.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, convocou o embaixador brasileiro no Equador, Antonino Marques Porto, para consultá-lo sobre uma resposta ao anúncio equatoriano.

Em nota divulgada na sexta-feira, o Itamaraty informou que recebeu a notícia "com séria preocupação".

"A decisão do governo equatoriano foi anunciada em evento público sem prévia consulta ou notificação ao governo brasileiro", diz a nota.

Ainda de acordo com o Itamaraty, a forma como a medida foi tomada "não se coaduna com o espírito de diálogo, de amizade e de cooperação que caracteriza a relação entre o Brasil e Equador".

Ainda na sexta-feira, o governo do Equador disse em nota oficial "deplorar" a decisão do Brasil de convocar o embaixador brasileiro em Quito para consultas.

Polêmica

O empréstimo junto ao BNDES foi contraído em 2000 para o financiamento da obra da Usina Hidrelétrica San Francisco, em território equatoriano.

A polêmica teve início quando Correa questionou o fato de o empréstimo ter sido direcionado diretamente à construtora brasileira Odebrecht, mas "legalmente" aparecer como dívida do Equador com o Brasil. O governo do Equador alega que a dívida é ilegal e que há irregularidades na obra.

Com potência prevista de 230 megawatts e com capacidade para abastecer 12% da energia do Equador, a central San Francisco foi construída pelo Consórcio Odebrecht - Alstom - Vatech (empresas européias) e inaugurada em junho de 2007.

A partir de junho de 2008, a San Francisco começou a apresentar falhas e logo depois foi fechada, o que, de acordo com o governo equatoriano, coloca em risco o abastecimento do país e poderia ocasionar apagões de energia. No mês passado, o governo equatoriano expulsou a Odebrecht do país.

BNDES

Nesta sexta-feira, o BNDES divulgou uma nota em que afirma que o contrato firmado com a empresa equatoriana Hidropastaza cumpriu "todas as exigências previstas" pelos dois lados.

Segundo o BNDES, o contrato foi aprovado pelo Congresso Nacional do Equador, tendo sido atestado pela Procuradoria-geral daquele país e autorizado pelo Banco Central do Equador.

Além disso, de acordo com o BNDES, o contrato foi firmado no âmbito do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos da Associação Latino-americana de Integração (CCR/ALADI).

Com isso, o não pagamento da dívida "implica inadimplência do banco central devedor com os demais bancos centrais signatários do convênio", diz a nota do BNDES.

Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à, economia,politica, Presidente

Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à economia





O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que está montando um agressivo plano de dois anos para estimular a economia do país, alertando que são necessárias medidas imediatas para prevenir uma crise maior e uma espiral deflacionária.


"Se não agirmos prontamente e audaciosamente, a maioria dos especialistas sabe que podemos perder milhões de empregos no próximo ano", afirmou Obama em pronunciamento para rádio e vídeo divulgado semanalmente pelo Partido Democrata.
"Corremos o risco de cairmos em uma espiral deflacionária que poderia aumentar nossa grande dívida ainda mais", acrescentou.
Um dia depois de as bolsas norte-americanas terem subido devido à aparente escolha de Timothy Geithner como Secretário do Tesouro, Obama fez uma avaliação desanimadora da economia em seus comentários mais detalhados sobre o assunto desde a vitória nas eleições, em 4 de novembro.
Em outubro, Obama pediu um plano de incentivo de 175 bilhões de dólares, mas seus comentários para rádio neste sábado indicam que ele está preparando um pacote muito maior, embora não tenha falado em valores.
O presidente eleito afirmou que o plano estabelecerá uma meta de criar 2,5 milhões de empregos até janeiro de 2011 e será "grande o suficiente para lidar com os desafios que enfrentamos".
A proposta de um plano de estímulo com duração de dois anos indica um esforço relativamente grande para reanimar a economia do país. Esses tipos de planos, em sua maioria, são pensados para o prazo de apenas um ano.
O número de norte-americanos na lista do desemprego chegou ao maior nível em 16 anos, subindo em mais de 540 mil, informou na quinta-feira o Departamento do Trabalho. Dados do governo também previram piora no setor imobiliário.
"As notícias desta semana apenas reforçaram o fato de que estamos enfrentando uma crise econômica de proporções históricas," disse Obama.
Fontes do Partido Democrata afirmaram que Obama escolheu Geithner, o respeitado presidente do Federal Reserve de Nova York, para assumir a direção do Tesouro e ajudar a tirar os EUA da crise econômica.
De acordo com a NBC, Obama deve anunciar Geithner oficialmente na segunda-feira.
Obama, que assume a Presidência em 20 de janeiro, afirmou que orientou sua equipe econômica para elaborar uma proposta de estímulo e estimou que o Congresso, liderado pelos democratas, aprovará o plano rapidamente.
"Trabalharemos os detalhes nas próximas semanas, mas será um esforço nacional de dois anos para aumentar a criação de empregos na América e estabelecer os fundamentos para uma economia forte e de crescimento", concluiu.

domingo, 16 de novembro de 2008

Mantega: Lula quer medidas rápidas do G-20 contra crise

Mantega: Lula quer medidas rápidas do G-20 contra crise
Em uma primeira rodada de reuniões com os primeiros-ministros do Japão, Reino Unido e Austrália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a adoção de medidas rápidas pelos países que integram o G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes) para enfrentar a crise financeira mundial. "Não podemos sair do G-20 com as mãos abanando porque há uma grande expectativa da sociedade", disse o presidente, conforme relato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também está na capital norte-americana.


Segundo Mantega, é preciso que sejam adotadas medidas para evitar que o mundo chegue à depressão, porque a recessão já está dada. "Não podemos cair na depressão econômica", disse o ministro da Fazenda. Ao relatar as conversas do presidente Lula, Mantega ressaltou que a recessão não é o caso brasileiro.


Para o ministro, é possível que, com a crise econômica, a Rodada Doha de comércio multilateral, da Organização Mundial do Comércio (OMC), possa avançar. As negociações para a Rodada já duram mais de sete anos.


O ministro Mantega também afirmou que defende a idéia de uma nova reunião do G-20 para discutir os derivativos. "Minha proposta é que saiamos daqui com grupos de trabalho formados para que se apontem uma próxima reunião para regulamentar o mercado, porque o mundo vive em insegurança", afirmou.


Política econômica


"O Brasil também está disposto a fazer políticas anticíclicas", disse Mantega. O País está disposto a "reações rápidas para não permitir que a crise se instale". "Estamos dispostos a fazer política fiscal (anticíclica)", reiterou em entrevista para jornalistas. Mantega disse que o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, "estão muito determinados a tomar medidas importantes, com grande repercussão e não deixar passar isso em branco, e nisso temos sintonia muito grande".


Mantega acrescentou que "política monetária e fiscal têm de ser sintonizadas. Se um país fizer isoladamente, pode não ter sucesso e vazar recursos para outros países". O ministro deu o exemplo de que se o Brasil fizer uma medida agressiva sozinho "outros países podem se aproveitar e absorver estes dólares e reais sem dar nada em troca. Para que funcione, tem de haver sintonia entre os países para que todos façam ao mesmo tempo. Para que todos tirem proveito desta situação".

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

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Análise:
Obama entende poder reduzido dos EUA no mundo

Presidente eleito pode reverter impopularidade do país no exterior.

Os Estados Unidos passaram pela maior transformação em sua postura no mundo deste a eleição de John Fitzgerald Kennedy em novembro de 1960.

Este é um país que habitualmente, às vezes de maneira irritante, se considera jovem e vibrante, a inveja do mundo. Com freqüência isto é mero exagero. Mas há momentos em que é a pura verdade.

Com a vitória de Barack Obama, um destes momentos chegou.

Os Estados Unidos nunca foram tão impopulares, tão ridicularizados e tão desprezado pelo mundo exterior como nos últimos meses da Presidência de George W. Bush. No outro dia eu perguntei a Madeleine Albright, secretária de Estado no governo do presidente Bill Clinton, se ela conseguia se lembrar de uma outra época em que as pessoas odiavam tanto os Estados Unidos.

Ela disse que nunca, desde que nasceu. "Eu tenho fortes sentimentos por este país - e que país excepcional e surpreendente ele é. Mas, honestamente, eu acho que isto este (ódio) é o mais intenso que já vi."

Preferência mundial

Pesquisas de opinião ao redor do mundo confirmaram a impopularidade dos Estados Unidos. E a chance de que um homem negro jovem, aparentemente agradável e modesto, pudesse se tornar seu presidente, foi recebida de maneira favorável em toda parte.

Há alguns meses, uma pesquisa realizada pelo Serviço Mundial da BBC em 22 países indicou que as pessoas preferiam Barack Obama a John McCain numa proporção de quatro a um. Quase a metade dos entrevistados disse que se o senador Obama fosse eleito, mudaria totalmente sua opinião sobre os Estados Unidos.

Durante oito anos, a palavra que as pessoas usaram repetidamente para qualificar a abordagem da Presidência de George W. Bush vem sendo "arrogância". O tom em Washington parece ser de superioridade, chegando quase a desprezo pelos outros.

Pense nos discursos de homens como Donald Rumsfeld, Paul Wolfowitz ou Paul Bremer. Todos estavam muito preocupados com a ocupação do Iraque, que foi feita em um desafio à opinião da maior parte da comunidade internacional.

Fora dos Estados Unidos, a maioria das pessoas provavelmente concordaria com o julgamento de Madeleine Albright, quando ela disse: "Eu acho que o Iraque vai passar para a história como o maior desastre da política externa americana - pior do que o Vietnã."

Na pressa de começar a guerra, em 2003, quando muitos políticos americanos tinham receio de se posicionar contra a multidão, Barack Obama condenou a invasão publicamente e com veemência.

Sem garantia

O fato de que ele foi eleito presidente é sua recompensa por isso. E todos pelo mundo que sentiram que a guerra do Iraque foi um erro vão achar que os Estados Unidos escolheram agora um caminho diferente - um caminho que se afasta de Guantánamo, Abu Ghraib, tortura por afogamento simulado de prisioneiros e coisas do tipo.

Os Estados Unidos não são mais a potência que já foram. Sem querer, o presidente Bush demonstrou isso. O país ainda pode liderar, mas não está mais em posição de dar ordens ao resto do mundo.

Claramente, Barack Obama entende isso. Como afro-americano, seu passado não é de privilégio e superioridade. Ele vai estar aberto ao mundo de uma forma que o presidente Bush nunca esteve. E ele vai mostrar mais uma vez os valores do sonho americano.

Isto não é garantia de que ele vá ter sucesso como presidente. Jimmy Carter entendeu o domínio mais limitado dos Estados Unidos no mundo pós-Vietnã e se recusou a dar ordens ao mundo. Atualmente a maioria dos americanos considera Carter um fracasso.

Mas o mundo exterior deve estar feliz com a vitória de Obama. E sua opinião sobre os Estados Unidos vai mudar graças a isso.

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Oriente Médio vê Obama com realismo e esperança
Para analistas, democrata trará avanços, mas não mudanças profundas.

A vitória de Barack Obama na disputa presidencial americana não deve representar mudanças profundas na relação entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, na opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Entretanto, muitos esperam que Washington assuma um papel mais ativo no Oriente Médio, especialmente em assuntos que exigem solução mais urgentes, como a questão palestina e o Irã.

"Não acredito em mudanças profundas. Com Obama teremos, no máximo, um alívio, um abrandamento da retórica agressiva do governo americano, o fim da 'doutrina Bush' e talvez um pouco mais de diálogo com países como o Irã", disse Khalid Al Maeena, editor-chefe do jornal saudita Arab News.

"Na superfície, dizemos que somos amigos, mas em relações internacionais não existem amigos ou inimigos permanentes. Todos têm em mente seus interesses e prioridades em primeiro lugar."

O diretor do centro de estudos políticos Al Quds, na Jordânia, Oraib Rantawi espera por um engajamento maior do futuro presidente e lembra que avanços recentes na região não foram resultado da diplomacia de Washington.

"As recentes iniciativas bem-sucedidas na região não contaram com a participação americana, como o acordo no Líbano ou a volta das negociações entre sírios e israelenses", afirma Rantawi, que diz esperar que com Obama a diplomacia americana seja usada para resolver a crise com o Irã.

O jornalista saudita Khalid Al Maeena também acredita em uma melhoria nas relações com os iranianos.

"Bush e Ahmadinejad estão jogando o mesmo jogo de retórica violenta, mas existem parcelas substanciais de americanos e iranianos que desejam uma postura mais sóbria", afirmou Al Maeena.

Oraib Rantawi diz ser preciso ser realista em relação ao novo governo americano, dizendo que "quando o assunto é Oriente Médio, os governos americanos - democratas ou republicanos - têm algumas prioridades, e democracia e direitos humanos não estão entre elas".

"As prioridades dos Estados Unidos para a região são petróleo, Israel e segurança."

Irã, Hamas e Hezbollah

Apesar da forma realista como vêem a vitória de Obama, especialistas do Oriente Médio mostram-se esperançosos na melhora das políticas de Washington para a região.

Entre as possíveis mudanças esperadas, está um maior diálogo com países e grupos hostilizados pelo governo Bush.

"Devemos ver um avanço da diplomacia, e espero que Hamas e Hezbollah sejam incluídos no processo político. Esses grupos repetem que desejam ser parte da solução e não do problema", afirma Rantawi.

"O isolamento apenas fortalece seus setores mais extremistas."

O analista iraniano Musib Nu'aymi, em artigo publicado no jornal Al Vefagh, afirmou que "não há dúvidas de que o próximo presidente americano será melhor que Bush em termos de políticas, mentalidade e prática. As apostas, no entanto, não devem ser altas, e miragens não devem ser confundidas com realidade", disse.

Imagem e a questão palestina

Na opinião do diretor da Universidade Americana do Cairo, Jerry Leach, as maiores preocupações do novo presidente americano devem ser a economia e, em segundo plano, os desafios da política externa, como as campanhas militares no Iraque e Afeganistão.

"O conflito entre israelenses e palestinos deve ficar para trás na lista de prioridades", afirmou Leach.

No entanto, para Al Maeena, um maior empenho neste tema seria a única forma de mudar a percepção negativa que os Estados Unidos têm na região.

"A única forma do país se redimir é ser visto como um mediador honesto no conflito entre israelenses e palestinos", afirma. "Não pedimos para que eles abandonem seus amigos israelenses, mas apenas justiça, que os palestinos tenham o direito de ser donos de seu próprio futuro."

O analista jordaniano concorda, afirmando que "para mudar sua imagem na região, os EUA precisaram apenas facilitar uma solução pacífica entre israelenses e palestinos".

"As pessoas do Oriente Médio conseguem enxergar que (os centros de detenções de) Guantánamo e Abu Graib são problemas pontuais, casos passageiros."

Direitos humanos e democracia

Outras questões que devem avançar pouco, na opinião dos analistas, são a dos direitos humanos e a da democracia, embora ressaltem que democratas americanos tendem a prestar mais atenção aos assuntos do que republicanos.

"Por mais que os Obamas do mundo queiram criar um clima de tolerância e direitos humanos, eles não serão bem-sucedidos até que as pessoas no Oriente Médio também desejem isso. Cabe a nós criarmos instituições, fortalecê-las e, só então, pedir para que os outros nos ajudem com sua experiência", afirmou Al Maeena.

O analista jordaniano Oraib Rantawi diz que, nos últimos anos, a questão dos direitos humanos avançou pouco porque "não existe pressão interna (nos países) forte o suficiente. Os ativistas são fracos, divididos e oprimidos".

Os analistas afirmam que a confiança no compromisso americano com a democracia foi duramente abalada durante o governo Bush, quando o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas em 2005, sofrendo imediatamente um boicote da comunidade internacional.

"A conseqüência foi que aconteceram eleições fraudulentas em vários países árabes, alguns considerados moderados, como o Egito. Mas os lideres ocidentais não prestam atenção nisso. Nos últimos dois anos, quando políticos do Ocidente vêm à região, eles buscam fechar negócios para comprar petróleo ou para vender armas", afirma Rantawi.

Resultados de uma pesquisa conduzida pelo Serviço Mundial da BBC entre julho e agosto sugerem que a maioria de egípcios, libaneses e turcos não acredita que a eleição de Obama seja suficiente para modificar a forma como os Estados Unidos se relacionam com os demais países do mundo.




























Vitória de Obama é comemorada pelo mundo






















Vitória de Obama é comemorada pelo mundo

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Vitória de Obama é marco, mas disparidades persistem


Eleição de primeiro presidente negro é marco em país com história de opressão racial.

A vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais americanas representa um marco em um país com uma longa história de opressão racial, mas disparidades entre brancos e negros persistem nos Estados Unidos.

Durante a campanha, Barack Obama não falou muito sobre a luta dos negros por igualdade, mas o significado racial de sua candidatura e sua vitória é imenso.

Para medir a importância histórica do evento, vale a pena lembrar como os Estados Unidos eram em questões raciais em 1961, quando o democrata nasceu.

Na época, a maior parte do sul dos Estados Unidos ainda tinha leis de segregação racial. Negros e brancos nasciam em hospitais diferentes, estudavam em escolas separadas e eram enterrados em cemitérios distintos.

Na capital, Washington, diplomatas africanos não podiam viver nas partes mais populares da cidade e não conseguiam ser atendidos em barbeiros mais caros.

Quando chegou à Presidência, em 1961, John F. Kennedy apontou vários negros como assessores, mas o mais valorizado era George Thomas, o homem que escolhia as roupas do presidente.

Disparidades

Desde o fim do período de reconstrução que se seguiu ao fim da guerra civil americana, houve apenas três senadores negros nos Estados Unidos e apenas dois Estados - Massachusetts e Virgínia - elegeram um governador negro.

Outros indicadores sociais e econômicos também mostram que diferenças nas condições de vida de negros e brancos persistem nos Estados Unidos.

A taxa de mortalidade infantil para bebês de mulheres negras é 2,4 vezes a registrada para os de mulheres brancas, segundo um estudo divulgado pelo centro de controle e prevenção de doenças em outubro.

Segundo dados do Departamento do Trabalho, no terceiro trimestre deste ano, 6,1% da força de trabalho total estava desempregada nos Estados Unidos, mas, entre os negros, a proporção sobe para 11,4%.

De acordo com dados do censo, em 2007, 10,6% da população branca vivia abaixo da linha divisória oficial de pobreza de US$ 21 mil para uma família de quatro, comparado com 24,4% da população negra.

Dados do Departamento de Justiça mostram que 0,8% dos homens brancos estão encarcerados, enquanto 4,6% dos homens negros estão atrás das grades.

Mesmo assim, apesar das desigualdades, a eleição de um presidente negro, o que muitos consideravam politicamente impossível, se tornou realidade.

Em agosto de 1961, Martin Luther King falou de seu sonho para os Estados Unidos.

Em janeiro de 2009, Barack Obama vai discursar nas escadas do Capitólio, do outro lado da Washington Mall, para selar seu triunfo histórico.

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Com Obama, eleitores vêem nova era nos EUA



Presentes ao discurso do democrata falam em 'página virada' e ' transformações'.

O público presente ao discurso de vitória do presidente eleito Barack Obama, no Grant Park, na região central de Chicago, compartilhavam uma únca certeza: a de que estavam vivendo um momento histórico para os Estados Unidos.

Os presentes ostentavam bandeiras americanas e cartazes com o nome do candidato ou faixas com dizeres como ''Nós Conseguimos'', uma espécie de resposta ao slogan da campanha de Obama, ''Sim, Nós Podemos''.

''Eu vim porque queria poder dizer a meus netos que estava lá quando o primeiro presidente negro foi eleito'', disse à BBC Brasil a bancária Latricia Lee, negra, de 26 anos.

Para Latricia, com a vitória de Obama, ''raça não é mais um tema primordial em uma eleição. Não importa mais se a pessoa é de origem africana, asiática ou latina''.

A professora Felicity Rich veio acompanhada das duas filhas assistir ao discurso de vitória do democrata porque queria que elas testemunhassem o fato de que o ''povo americano virou uma página'' na história do país.

''Nunca imaginei que iríamos eleger um negro. Nós percorremos um longo caminho'', afirmou.

Para o texano de pais guatemaltecos Joshua Rosales, a conquista de Obama significa que os Estados Unidos estão passando por uma série de mudanças.

''As transformações vão acontecer em muitas coisas, que vão desde imigração até economia'', opinou.

Entre os presentes, estava até mesmo um republicano que dediciu conferir o pronunciamento de Obama, após comprar um ingresso para o evento no Ebay por US$ 150.

''É um momento crucial para uma parcela expressiva da sociedade. Eu vim aqui porque queria ver como seria isso.''

Projeções e celebrações

A cada projeção de um novo Estado conquistado por Barack Obama, o público presente ao parque Grant Central urrava, com a certeza de que a vitória definitiva estava por vir.

Quando a rede CNN projetou que o democrata seria o vencedor na Pensilvânia, o que parecia ser uma crença se converteu em quase certeza.

O republicano John McCain havia dedicado tempo e recursos ao Estado em que, segundo as pesquisas, Obama era o favorito para vencer.

Na reta final da campanha, McCain passou vários dias na Pensilvânia. Os republicanos acreditavam na vulnerabilidade de Obama no Estado, ele havia sido derrotado por Hillary Clinton na disputa pelas primárias do Partido Democrata.

Diante de avanços do rival em terreno tradicional republicano, como Colorado, Flórida e Ohio - Estados que terminaram onde o democrata acabou vencendo - restavam poucos trunfos a McCain a não ser investir na Pensilvânia.

Após escândalo, chefe do Exército colombiano renuncia, politica, ,Galeria de Fotos, foto,


Após escândalo, chefe do Exército colombiano renuncia


BOGOTÁ

O comandante do Exército colombiano, general Mario Montoya, renunciou na terça-feira depois de uma investigação ter ligado vários oficiais das Forças Armadas ao desaparecimento de homens que mais tarde foram assassinados a tiros, jogados em uma vala comum e dados como mortos em combate.
O escândalo já obrigou o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, a afastar 27 oficiais das Forças Armadas. Ao mesmo tempo, a Organização das Nações Unidas (ONU) e grupos de defesa dos direitos humanos pedem que o país coloque fim aos episódios em que membros de forças de segurança matam civis a fim de inflar seu currículo de batalha.
Montoya, um dos oficiais mais antigos da Colômbia, havia comandado os recentes sucessos militares do governo Uribe no combate aos rebeldes da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o mais antigo grupo do tipo na América Latina. Os militares colombianos contam com o apoio maciço dos EUA.
"Eu passei 39 anos da minha vida servindo meu país e hoje posso dizer que essa jornada chegou ao fim", afirmou o general a repórteres, conclamando os colombianos a aguardarem pelo final das investigações antes de condenarem os soldados pelas mortes.
Uribe anunciou o recente expurgo nas fileiras militares depois de uma investigação ter ligado os oficiais à morte de ao menos 11 jovens que desapareceram de um bairro pobre das cercanias de Bogotá e cujos corpos foram mais tarde encontrados em uma vala comum localizada a centenas de quilômetros dali, perto da fronteira com a Venezuela.
As famílias deles afirmam que os jovens receberam um oferta para trabalhar no nordeste da Colômbia. A proposta teria sido feita por um grupo desconhecido. As Forças Armadas, no entanto, disseram inicialmente que os corpos pertenciam a combatentes mortos em conflito. Até 19 cadáveres já foram encontrados nas valas comuns.
O gabinete do procurador-geral da Colômbia investiga o caso dos 11 jovens, mas ninguém foi preso ou acusado pelos assassinatos até agora.
Uribe, cujo governo recebeu bilhões de dólares em ajuda militar dos EUA, conta com um grande índice de aprovação popular devido às ações de combate a guerrilheiros e paramilitares.
O número de casos de violência nas cidades e nas estradas colombianas caiu recentemente e o investimento estrangeiro aumenta.
No entanto, milhares de pessoas continuam a ser expulsas de suas casas todos os anos na zona rural, onde a presença do Estado é tênue e, segundo grupos de defesa dos direitos humanos, o número de execuções ilegais cresce enquanto as Forças Armadas vêem-se sob pressão para mostrar resultados na luta contra os guerrilheiros.

Ao reconhecer derrota, McCain promete ajudar Obama, Obama, politica, Galeria de Fotos, foto,


Ao reconhecer derrota, McCain promete ajudar Obama



PHOENIX

O republicano John McCain parabenizou o democrata Barack Obama pela vitória na eleição presidencial norte-americana na terça- feira, afirmando que "o povo americano falou", e prometeu ajudar seu antigo rival a lidar com os principais desafios do país.
McCain falou a simpatizantes em um discurso emocionado num hotel de Phoenix após ligar para Obama e reconhecer a derrota. Mais tarde, o democrata disse que a conversa telefônica com McCain foi "extremamente graciosa".
"Chegamos ao final de uma grande jornada. O povo americano falou, e falou claramente", disse McCain.
"O senador Obama conseguiu algo extraordinário para si próprio e para o país. Eu o aplaudo por isso."
O senador pelo Arizona, de 72 anos, fez um apelo para que todos os norte-americanos -- inclusive seus simpatizantes -- apóiem Obama. McCain acrescentou que planeja ajudar o presidente eleito a lidar com as diversas questões enfrentadas pelos EUA.
"É natural, nessa noite, sentirmos alguma frustração. Mas amanhã, temos de deixar isso para trás e trabalharmos juntos para fazer nosso país andar novamente", disse McCain a simpatizantes, interrompendo a fala e pedindo "por favor" para que a platéia parasse de vaiar a cada menção que fazia a Obama.
Muitos partidários de McCain disseram esperar que Obama elevasse os impostos e expusesse o país a um ataque terrorista.
"Até onde eu sei, Obama vai tirar todos os meus direitos e a minha liberdade", disse a estudante universitária Kristen Keogh.
Muitos integrantes da platéia que acompanharam o discurso de McCain disseram que os eleitores foram seduzidos pelo discurso de mudança de Obama e não consideraram um candidato que, segundo eles, tem longo histórico de independência.
"As pessoas foram capturadas pelo carisma, elas foram pegas por um ideal oposto à realidade", disse a pedicure Tanya Pfitzer.

Tropas dos EUA querem que Obama as traga de volta,Irã manda aviso a militares dos EUA após vitória de Obama, tropo,Central de Ajuda: como usar, como


Tropas dos EUA querem que Obama as traga de volta



BAGDÀ ! ! !

Ao observar o resultado das eleições que colocaram Barack Obama como seu futuro Comandante-em-chefe, os soldados norte-americanos no Iraque disseram que esperam pelo cumprimento da promessa do democrata de levá-los de volta para casa rapidamente e com responsabilidade.
O café-da-manhã já estava sendo servido em Bagdá, nesta quarta-feira de manhã, quando as urnas estavam sendo fechadas nos EUA, ainda na noite de terça-feira. E na base de operações avançada Prosperity todos os olhos na 2a Brigada de Combatentes estavam voltados para a enorme televisão na sala de jantar.
Alguém vibrou quando a rede NBC declarou a eleição definida, mas a maioria dos militares ficou calada, olhando seu novo presidente enquanto comia seus ovos.
"Qual soldado diria que não quer ir para casa? Eu tenho mulher e quatro filhos. Eu quero ir para casa. Mas uma coisa todos nós queremos ter certeza, que os amigos que nós perdemos aqui não foram à toa", disse o capitão Ryan Morrison, de Colorado Springs.
"Temos que sair com responsabilidade. Tenho a sensação que ele quer fazer isso com responsabilidade", acrescentou o capitão.
Em sua campanha rumo à Casa Branca, Obama prometeu retirar os combatentes norte-americanos do Iraque dentro de 16 meses a partir do momento em que assumisse o governo. A princípio, a proposta pareceu ousada quando feita no ano passado, mas agora coincide com a data defendida pelo governo iraquiano.
"Estou animado. Ele será o presidente e ele vai nos tirar daqui", disse o sargento de primeira-classe Norman Brown. "Se McCain tivesse vencido, nós ficaríamos aqui por anos, e isso quer dizer muitos anos. Eu reconheço que até as pessoas daqui não nos querem aqui."
Com os índices de violência no Iraque em queda --os últimos meses tiveram os mais baixos números de mortes tanto de civis iraquianos como de soldados dos EUA desde o início da guerra-- o povo iraquiano espera que os mais de 150 mil militares norte-americanos deixem logo o país.
"Como iraquiano, estou pedindo a Obama para cumprir sua promessa sobre a retirada das forças de segurança da nossa terra", disse Baqi Naqid, um jornalista de Bagdá. "Nós não precisamos de uma ocupação."
Neste momento, o governo iraquiano negocia um acordo de segurança com o governo George W. Bush que pode determinar o fim de 2011 como data final para a saída dos militares norte-americano. Mas alguns iraquianos temem que a violência volte a crescer caso as tropas deixam o país rápido demais.

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Irã manda aviso a militares dos EUA após vitória de Obama


TEERÃ


O Irã alertou as forças dos Estados Unidos estacionadas no Iraque que irá responder a quaisquer violação do espaço aéreo iraniano, uma mensagem considerada por analistas como sendo direcionada ao novo presidente eleito mais do que ao Exército em si.
O comunicado do Exército iraniano, divulgado nesta quarta-feira na rádio estatal, acontece após combates entre as forças norte-americanas e a Síria na fronteira deste país, acontecimento condenado por Damasco e por Teerã.
Mas um político iraniano disse que o momento da divulgação do comunicado sugere que a mensagem se destina mais a Barack Obama, que venceu as eleições presidenciais na terça-feira, do que ao Exército dos Estados Unidos. O político afirmou também que a mensagem reflete a preocupação da linha dura do Irã, acusada por Obama de ameaçar um confronto com Washington.
Obama disse que aplicará sanções mais severas sobre o Irã, mas também considerou a possibilidade de conversar diretamente com suas autoridades para resolver os vários impasses entre os dois países, em especial o programa nuclear iraniano.
"Recentemente, helicópteros do Exército norte-americano foram vistos a uma distância pequena da fronteira entre o Iraque e o Irã e, por causa da proximidade com a fronteira, o perigo deles violarem nosso território é possível", disse a rádio estatal.
"As Forças Armadas iranianas vão responder a qualquer violação", disse a rádio, citando um comunicado do Exército do Irã.

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McCain cumprimenta Obama por vitória na
eleição dos EUA






PHOENIX, EUA
O republicano John McCain cumprimentou o democrata Barack Obama pela vitória na eleição presidencial dos Estados Unidos na terça-feira, dizendo que "o povo americano falou".

McCain dirigiu-se a seus eleitores em um hotel em Phoenix, depois de telefonar para Obama e reconhecer sua derrota na disputa contra o rival.

O senador por Arizona, de 72 anos, conclamou os norte-americanos a se unirem em torno de Obama, dizendo que ele próprio planeja ajudar o democrata a superar muitos desafios enfrentados pelo país.

"Quaisquer que sejam nossas diferenças, nós somos companheiros americanos e por favor acreditem quando eu digo que nenhuma associação tem maior significado para mim do que essa", disse McCain.

"É natural hoje à noite sentir alguma decepcção, mas amanhã nós devemos superar isso", disse McCain, que saudou sua companheira de chapa Sarah Palin como uma vital nova voz no Partido Republicano.

(Reportagem de Steve Holland)

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Obama diz que 'mudança chegou à América', faz apelo por unidade
CHICAGO




O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na terça-feira nas primeiras declarações após sua vitória que "a mudança chegou à América" e fez um apelo de apoio ao espírito de unidade para atacar os desafios.

Obama parabenizou o republicano John McCain pela campanha longa e difícil que ele trilhou. Ele pediu aos norte-americanos que apóiem um "novo espírito de sacrifício".

"O caminho que temos pela frente será longo. Nossa escalada será íngreme. Nós podemos não chegar lá em um ano ou um mandato, mas América, eu nunca tive tantas esperanças como hoje à noite de que chegaremos lá", disse Obama, de 47 anos.

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Obama faz história e conquista a Casa Branca


WASHINGTON


O democrata Barack Obama conquistou a Casa Branca na terça-feira, após uma extraordinária campanha de dois anos, derrotando o republicano John McCain e fazendo história ao se tornar o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Obama tomará posse como o 44º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2009, segundo projeções das redes de TV norte-americanas.

Ele terá pela frente enormes desafios, como a crise econômica, a guerra do Iraque e a reforma do sistema público de saúde.

As chances de McCain haviam praticamente desaparecido com a definição em favor de Obama do Estado de Ohio, que em 2004, numa disputa apertada, dera a reeleição ao republicano George W. Bush contra o democrata John Kerry.

Outro golpe fatal para McCain foi a perda da Virgínia, que desde 1964 não votava num democrata.

Obama, senador por Illinois, comanda uma goleada eleitoral democrata, que também ampliou a maioria do partido na Câmara e no Senado, numa demonstração de repúdio do eleitorado aos oito anos do governo republicano de Bush.

A vitória de Barack Hussein Obama, 47 anos, filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas, é um marco na história dos EUA, 45 anos após o auge do movimento dos direitos civis, liderado pelo pastor Martin Luther King.

Numa campanha dominada até o final por notícias ruins na economia, a liderança de Obama e suas propostas sobre como lidar com a crise desequilibraram a disputa a seu favor. As pesquisas de boca-de-urna mostraram que a economia era a principal questão da campanha para 60 por cento dos eleitores.

McCain, 72 anos, senador pelo Arizona e ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, pretendia se tornar a pessoa mais velha a assumir a presidência dos EUA. Sarah Palin, sua companheira de chapa, poderia se tornar a primeira mulher vice-presidente.
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